A defesa de José Dirceu protocolou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) um apelo derradeiro contra os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) nos autos do mensalão. Os advogados do ex-ministro-chefe da Casa Civil - réu pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa -, tentam refutar ponto a ponto os indícios apontados pela acusação. Eles sustentam que trechos do memorial entregue pela PGR aos ministros da Corte contêm "omissões incompreensíveis".
A petição dos defensores de Dirceu, também denominada memorial, chega às mãos dos 11 ministros do Supremo na etapa mais importante do julgamento, a apenas uma semana do início da votação - no próximo dia 16 os magistrados começam a ler seus votos, o primeiro será lido pelo relator, Joaquim Barbosa.
José Dirceu é apontado pela Procuradoria-Geral como mentor de "sofisticada organização criminosa" que teria sido montada para cooptação, mediante pagamentos mensais a parlamentares, em troca de apoio na votação de reformas promovidas pelo governo Lula.
"Basta notar que, contra José Dirceu, o único testemunho judicial que consta dos memoriais da PGR é o de Virgílio Guimarães (ex-deputado PT-MG), que de tão vago e genérico sequer pode ser considerado um elemento indiciário dos fatos em apuração", assinala o documento.
(AE)
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