Em greve desde a terça-feira, os policiais federais vão fazer panfletagem e passeata nas dependências do Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife, nesta segunda-feira (13), visando a explicar aos passageiros que têm sido prejudicados com a operação padrão sobre a motivação da iniciativa. Um telão também deverá ser montado para a divulgação de vídeos mostrando a atuação do policial federal.
“Apesar da Polícia Federal ter a credibilidade da sociedade, a categoria está desprestigiada, com baixos salários e pouco efetivo”, resumiu o presidente dos policiais federais no Estado, Marcelo Pires, ao informar que os voos domésticos também passarão a ser fiscalizados, com checagem da lista de passageiros.
Os voos internacionais diários que decolam do Recife têm sofrido atraso de cerca de uma hora e meia, devido à fiscalização minuciosa de passageiros e bagagens, que substituiu o método de amostragem utilizado rotineiramente. Na sexta-feira, o voo matinal da American Airlines pousou com um atraso de uma hora e 37 minutos, por isso a ação dos grevistas não provocou tanto impacto.
FALA O MINISTRO
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse considerar legítimo o direito do trabalhador de exigir reposição de seu poder aquisitivo e que é natural que greves aconteçam quando o Estado “não observa esse direito”. “Vamos ter uma época de paralisação do serviço público. Por culpa de quem? Por culpa do Estado que tripudia com o servidor”, disse.
Mello lembrou que ele mesmo está sem reajuste salarial há seis anos.
“O que eu ganho hoje não compra o que se comprava há seis anos atrás”, reclamou. Numa referência direta às paralisações dos servidores federais, o ministro criticou o Estado por não fazer essa reposição salarial garantida em lei.
(AE)
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