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Correios: “Parou tem de descontar”, diz ministro

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que, se os funcionários dos Correios entrarem em greve, todos os dias parados serão descontados. A categoria pede reajuste de 43,7%, piso salarial de R$ 2,5 mil e aumento linear de R$ 200 para todos os em

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O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que, se os funcionários dos Correios entrarem em greve, todos os dias parados serão descontados. A categoria pede reajuste de 43,7%, piso salarial de R$ 2,5 mil e aumento linear de R$ 200 para todos os empregados.

Vamos controlar com rigor a presença e descontar dias, horas e minutos parados. Queremos manter o diálogo e negociar, mas chega um momento em que não tem conversa: parou, tem de descontar”, afirmou Paulo Bernardo. “Se não houver possibilidade de acordo, vamos para o Tribunal Superior do Trabalho.” No ano passado, os funcionários dos Correios fizeram uma greve que durou 28 dias e só foi encerrada após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Na tentativa de provocar o governo, servidores divulgaram no You Tube imagens de Paulo Bernardo, em um encontro do PT, dizendo que os Correios não têm como conceder reajuste de mais de 40%. “Aumento real de R$ 200 é ideia razoável, mas 47% também não dá, né? (o índice reivindicado é de 43,7%). Nós estamos com uma inflação de 3,5%. Vocês não vão querer repor as perdas desde Pedro Álvares Cabral”, disse o ministro, na ocasião. SAÚDE O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o desabastecimento de insumos e medicamentos registrados em algumas unidades de saúde do País não tem qualquer relação com a greve de funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que já dura quase 40 dias.

Construímos um fluxo prioritário para os medicamentos, insumos hospitalares e produtos de interesse de saúde pública. Para esses produtos, o ritmo de liberação das cargas tem se mantido no mesmo ritmo de antes da greve”. Entidades ligadas a serviços de saúde afirmam que produtos essenciais estariam sendo retidos em portos e aeroportos e não conseguiam liberação em decorrência da paralisação. Padilha disse que os casos de atraso e desabastecimento que chegaram ao conhecimento do Ministério decorreram de fatores alheios à greve.

(AE)

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