O ministro Dias Toffoli votou pela absolvição de João Paulo Cunha, na acusação de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, ao receber R$ 50 mil da empresa SMP&B, de Marcos Valério, em 2003. O dinheiro foi sacado na agência do Banco Rural, de Brasília, por Márcia Regina, mulher do deputado.
Com esse voto, Toffoli absolveu também o empresário Marcos Valério e os sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz por crimes de corrupção ativa e peculato, exatamente como foi o voto do ministro revisor do processo, Ricardo Lewandowski.
O voto de Toffoli no processo de julgamento dos réus do escândalo do mensalão já era esperado. Ex-advogado do PT, Toffoli é tido como voto certo em favor dos réus petistas.
VOTO DE LUIZ FUX
O ministro Luiz Fux decidiu pela condenação de João Paulo Cunha por crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Foi o terceiro voto pela condenação de João Paulo por corrupção e peculato e o segundo por lavagem de dinheiro.
Luiz Fux considerou também culpados de crimes de corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro Marcos Valério e seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz. Fux votou ainda pela condenação do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Ao contrário do revisor, ministro Ricardo Lewandowski, Luiz Fux afirmou que as provas colhidas pela CPI dos Correios valem. “É muito importante que se acolham as provas coletadas nas CPIs. A Constituição diz que as CPIs poderão investigar”, disse ele.
(AE)
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