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Plano deve estimular e fortalecer setor criativo

O Ministério da Cultura (MinC) estima concluir, ainda na primeira quinzena de setembro, a redação do Plano Brasil Criativo, iniciativa com a qual o governo federal espera estimular e fortalecer a chamada economia criativa - conceito relativamente novo que

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O Ministério da Cultura (MinC) estima concluir, ainda na primeira quinzena de setembro, a redação do Plano Brasil Criativo, iniciativa com a qual o governo federal espera estimular e fortalecer a chamada economia criativa - conceito relativamente novo que, em resumo, diz respeito à produção de bens, serviços e tecnologias, em diversas áreas, cuja matéria-prima de maior valor é a criatividade, a capacidade intelectual e o domínio técnico.

“Vamos [Minc] terminar nossa parte até hoje e nossa expectativa é que, até meados de setembro, tenhamos acertado tudo com os demais ministérios e com a Casa Civil”, disse o secretário-executivo do MinC, Vitor Ortiz.

Entre os convidados para discutir o cenário atual e colaborar na elaboração do documento, que será entregue à presidenta Dilma Rousseff tão logo seja aprovado pela Casa Civil, estão os estilistas Jum Nakao e Ronaldo Fraga, o designer Marcelo Rosembaum, o diretor teatral Chico Pelúcio (um dos fundadores do Grupo Galpão), o artesão pernambucano mestre Espedito Seleiro, o chefe de cozinha Fernando Barroso, entre outros.

De acordo com a secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, a elaboração do plano teve início no ano passado e é coordenado pela Casa Civil, que determinou que o documento final não seja generalista. O MinC realizou, ao longo da semana, uma série de iniciativas para que os criadores apresentassem sugestões de mudanças nas leis, relatassem experiências bem-sucedidas e apontassem os gargalos para que o Brasil aproveite seu potencial e se torne uma referência. “O plano tem que criar condições estruturantes para o campo criativo brasileiro. Ou seja, tem que criar ações que não sejam passageiras, mas sim permanentes. Ninguém vai construir um Brasil criativo em dois anos. Este é um plano para 20 anos, para que o país seja uma referência mundial de um novo modelo econômico no qual a cultura seja um eixo estratégico de desenvolvimento”, disse a secretária, garantindo que o plano tem o propósito de incluir socialmente os microempreendedores artístico-culturais cuja atividade, hoje, não é legalmente reconhecida.

Segundo Cláudia a execução do Plano Brasil Criativo vai exigir mais recursos, mesmo que boa parte dos objetivos da iniciativa envolva a coordenação de ações que já vem sendo desenvolvidas por outros ministérios como forma de otimizar os recursos já aplicados.

“Mapeamos o que os 12 ministérios com quem estamos discutindo o plano já vem fazendo nesta área de estímulo à economia criativa, mas também estamos pedindo mais recursos, especialmente para o Ministério da Cultura, que precisa de mais dinheiro para poder fazer com que este plano chegue a todo o país”, disse a secretária.

(Agência Brasil)

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