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STF julga réus de banco por lavagem de dinheiro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, abriu na tarde desta segunda-feira (10) a vigésima primeira sessão de análise do processo do mensalão. O ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal, começou a apresentar seu vot

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, abriu na tarde desta segunda-feira (10) a vigésima primeira sessão de análise do processo do mensalão. O ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal, começou a apresentar seu voto contra 10 réus acusados de lavagem de dinheiro, entre dirigentes e ex-dirigentes do Banco Rural e o grupo vinculado ao publicitário Marcos Valério.

A sessão começou por volta de 14h30. Barbosa afirmou que a lavagem de dinheiro foi feita em uma "ação orquestrada", em que a divisão de tarefas caracteriza um grupo criminoso organizado. O relator afirmou ainda que a contabilidade foi fraudada, informações foram omitidas e que as ações que configuram em fraude foram confirmadas por perícias.

Quanto ao papel de Marcos Valério no processo de lavagem de dinheiro, o relator afirmou categoricamente que o empresário "mentiu em seu interrogatório", e disse ainda que ele "muda de versão conforme as circunstâncias".

O relator destrinchou o esquema de lavagem de dinheiro, explicando o esquema em que o dinheiro era adquirido através de empréstimos. Barbosa citou um empréstimo de R$ 10 milhões feitos por Rogério Tolentino, orientado por Marcos Valério, com o banco BMG. Tolentino teria assinado cheques em banco sem saber o destino dado ao recurso.

Na semana passada, o Supremo condenou três dos quatro réus ligados ao Rural por gestão fraudulenta de instituição financeira. A expectativa é de que, no caso de lavagem de dinheiro, os responsáveis pelo banco e o grupo de Valério também sejam considerados culpados.

Até o momento, o tribunal conseguiu julgar apenas dois dos sete itens da denúncia, conforme o esquema fatiado de análise do caso proposto pelo relator do processo. O colegiado só absolveu dois dos 10 réus julgados. Os absolvidos foram o ex-ministro Luiz Gushiken e a ex-dirigente do Rural Ayanna Tenório.

Agora, o Supremo deve se pronunciar se cometeram lavagem de dinheiro os dirigentes e ex-dirigentes do Rural Vinícius Samarane, Ayanna Tenório, José Roberto Salgado, Kátia Rabello, Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos e Geiza Dias.

(DOL, com Agência Estado)

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