plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS BRASIL

Investir no professor dá resultado

Em países emergentes muito populosos, como o Brasil, os governos são com frequência confrontados a uma escolha difícil: aumentar o número de professores por aluno e investir na redução do tamanho das turmas, ou qualificar os mestres, melhorando também os

twitter Google News

Em países emergentes muito populosos, como o Brasil, os governos são com frequência confrontados a uma escolha difícil: aumentar o número de professores por aluno e investir na redução do tamanho das turmas, ou qualificar os mestres, melhorando também os seus salários. Para Andreas Schleicher, expert da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), a melhor estratégia é dirigir a verba para os professores. Mas o Brasil faz o contrário.

As constatações de Schleicher foram feitas com base em estatísticas, mas não constam do relatório publicado nesta terça-feira, em Paris. Para o pesquisador, o Brasil está no caminho certo ao aumentar o investimento no ensino, aproximando-se da média dos países mais desenvolvidos, mas ainda precisa fazer escolhas na hora de aplicar verbas públicas. Nessa hora, é preciso apostar na qualidade do corpo docente.

“Quando se tem poucos recursos, ou se investe em pequenas turmas ou em professores. E os resultados de investir em melhores professores é melhor”, disse Schleicher. “Se for preciso escolher onde priorizar os recursos, o mais importante é investir na qualificação e nos salários dos professores.”

Essa escolha, diz o especialista, é determinante para aprimorar a qualidade da escola, uma das falhas graves da educação no Brasil. “Investir no ensino é necessário, mas não suficiente. Há muitas coisas a qualificar na educação brasileira”, ressalta.

Schleicher faz questão de elogiar o esforço de sucessivos governos, mas reitera que, após massificar o acesso à escola, o desafio é aprimorá-la. “Quando vemos que dobrou a proporção de pessoas que atingiram o nível de educação fundamental, é um número impressionante”, elogia.

O relatório reflete a falta de vagas em creches e em escolas de educação infantil, problema comum nas grandes cidades. Apesar de o Brasil ter aumentado as taxas de escolarização nessa fase, as taxas de atendimento são bem menores que as registradas na média dos países considerados. Se forem consideradas as crianças de 3 anos de idade, por exemplo, o porcentual delas que estão matriculadas em creches subiu de 21% em 2005 para 32% em 2010.

(AE)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Brasil

    Leia mais notícias de Notícias Brasil. Clique aqui!