Para reduzir o custo da produção e estimular a queda dos preços no Brasil, o governo anunciou ontem duas medidas que devem dar mais fôlego ao setor privado para enfrentar a concorrência internacional. Empresas de 25 setores deixarão de recolher em 2013 a contribuição patronal ao INSS de 20% sobre a folha de salários. Em troca, pagarão uma contribuição de 1% ou 2% sobre o faturamento, o que significará queda na despesa com tributos. Além disso, as empresas que comprarem máquinas e equipamentos ainda neste ano receberão um incentivo tributário conhecido como depreciação acelerada.
Considerando as medidas anunciadas ontem mais os 15 setores que já estão no sistema de desoneração da folha, o governo fará uma renúncia fiscal de R$ 14,2 bilhões no próximo ano. É quase todo o valor previsto (R$ 15,2 bilhões) na proposta orçamentária de 2013 para novas desonerações.
Apesar de estar perto do limite previsto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que virão novas medidas. O espaço fiscal para viabilizar essa política de redução tributária será aberto com o corte de gastos. “Posso adiantar que vamos continuar desonerando além dos valores aqui colocados”, disse.
Em quatro anos (2013 - 2016), o governo estima que a desoneração da folha para os 40 setores beneficiados terá um custo de R$ 60 bilhões. Somente no ano que vem, estes segmentos pagariam R$ 21,57 bilhões em contribuição para o INSS. Com a mudança, pagarão R$ 8,74 bilhões sobre o faturamento. A diferença será coberta pelo Tesouro Nacional para evitar um rombo maior na Previdência. “É uma boa desoneração, que reduz o custo da mão de obra”, destacou Mantega.
Parte da perda também será compensada com aumento de 1 ponto porcentual da Cofins sobre a importação dos produtos semelhantes aos fabricados pelos setores beneficiados. O setor industrial é o mais beneficiado na nova rodada, com 20 segmentos. Foram incluídos também dois do setor de serviços e três segmentos do setor de transportes. Um dos resultados esperados pelo governo é o aumento da formalização do emprego.
(AE)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar