Tipo de gás não convencional extraído do xisto, o shale gas mudou nos últimos anos a matriz de gás nos Estados Unidos e dá os primeiros passos no Brasil. Levantamento da consultoria KPMG mostra que o País tem potencial para ser o segundo maior produtor nas Américas deste recurso abundante e barato, mas com risco ambiental.
O estudo ressalva ter havido até agora pouco investimento nesta técnica de exploração no Brasil, mas as empresas já se debruçam sobre o tema e a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) estuda uma regulação para o setor.
A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, já reuniu-se com autoridades regulatórias nos Estados Unidos para detalhar as leis locais. “Queremos ver como funciona a regulação deles”, disse ela.
A Petrobras criou uma equipe liderada pelo geólogo Mário Carminatti, da Diretoria de Exploração e Produção, para estudar o assunto, discretamente, como forma de evitar uma elevação de preços.
(AE)
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