A paralisação dos bancários, que acontece em 26 Estados e no Distrito Federal desde ontem, deve seguir por tempo indeterminado. Dirigentes da Contraf-CUT, que representa a categoria em todo o país, garantiram que não há nenhum indicativo que a greve possa se encerrar esta semana. No primeiro dia de mobilização, ao menos 5.132 agências e centros administrativos dos bancos foram afetados.
Segundo os dirigentes, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancários) ainda não enviou nenhuma contraproposta e, por isso, a mobilização vai continuar. “O próximo passo é deles. Eles ainda não enviaram nenhuma contraproposta até agora e, por isso, continuamos com a greve, afirmou Ademir Wiederkehr, diretor de imprensa da Contraf-CUT. “Nós temos uma negociação nacional, mas a Fenaban está em silêncio. Queremos que eles retomem a negociações”.
Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, critica a proposta feita pela Fenaban, não aceita pela categoria. “Os bancos apresentaram a única proposta no dia 28 de agosto. O índice de 6% foi considerado insuficiente pelo Comando Nacional”, diz ele, lembrando que os sindicatos reivindicam 10,25%.
Segundo ele, os bancos têm “Condições financeiras de sobra” para atender às reivindicações. “As seis maiores instituições apresentaram R$ 25,2 bilhões de lucro líquido somente no primeiro semestre, mesmo maquiando os balanços com R$ 39,15 bilhões de provisões para devedores duvidosos, apesar da inadimplência baixa”, acrescenta Cordeiro.
A Fenaban ainda não se pronunciou sobre a paralisação, mas informou que uma posição oficial deve sair ainda nesta quarta-feira. (DOL, com informações da Band)
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