A perspectiva de recuperação da atividade econômica, puxada inclusive pelas medidas de estímulo adotadas pelo governo, fizeram com que o otimismo do empresário industrial aumentasse no mês de setembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), chegou a 57,4 pontos, uma alta de 2,9 pontos em relação a agosto e de 1 ponto na comparação com setembro do ano passado.
O índice varia de zero a 100. Nessa escala, valores abaixo de 50 pontos representam pessimismo e indicadores acima de 50 pontos significam otimismo. Os dados foram coletados entre os dias 3 e 14 de setembro.
“O resultado é uma boa notícia e indica recuperação da própria indústria, não só pelo efeito na confiança, como pelo que vai vir depois. À medida que o empresário vai ficando confiante, vai aumentando a disposição de contratar, investir”, disse o gerente de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, avaliando que o aumento da confiança pode gerar um “movimento positivo” na economia. Segundo ele, a tendência é de expansão do indicador de confiança.
O gerente de pesquisa da CNI avalia que a confiança do empresário industrial melhorou também por conta da decisão do governo de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e desonerar a folha de pagamentos e o custo da energia para a indústria. “Com esse resultado, o empresário está dizendo o seguinte: o cenário parou de piorar e estamos vendo várias medidas que vão aumentar a competitividade”, afirmou Fonseca, que completou: “Essas medidas aumentam o ânimo do empresário e, obviamente, o avanço da confiança vai depender muito da evolução das medidas”.
A CNI afirma que o Icei cresceu de forma generalizada em setembro, ou seja, nas indústrias da construção, extrativa e de transformação. A confederação destaca também que “o aumento da confiança em todos os setores da indústria de transformação não ocorria desde outubro de 2009”.
(AE)
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