Os metroviários de São Paulo aprovaram em assembleia na noite desta quinta-feira greve por tempo indeterminado a partir do dia 4 de outubro. De acordo com o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a intenção é liberar a entrada da população sem cobrança de tarifa. Caso os funcionários sejam ameaçados pela empresa de pagar as passagens não cobradas, contudo, a greve deve acontecer de forma tradicional, com a paralisação da operação.
Os trabalhadores têm nova assembleia marcada para a próxima quarta-feira (03). "A assembleia vai servir para avaliar eventual proposta que seja apresentada pelo Metrô ou, caso não tenha proposta, para organizar a greve", disse o diretor de comunicação do sindicato, Ciro Moraes. Na terça-feira, o sindicato deve publicar carta aberta à população explicando os motivos da greve.
"Aguardamos o bom senso do governo do Estado e do Metrô, para que revejam sua intransigência", disse Moraes. Segundo ele, deixar as catracas livres para entrada dos usuários do Metrô sem cobrança é um "desafio" ao governo e à empresa.
A categoria está em estado de greve desde o último dia 13 e deu prazo até esta quinta-feira para que o Metrô apresentasse proposta que agrade aos funcionários. Até às 21h, segundo o sindicato, a proposta não veio. Procurado, o Metrô ainda não se manifestou sobre as propostas à categoria, nem sobre a greve.
(Agência Estado)
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