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Destino de Dirceu está traçado pelo STF

Às vésperas das eleições, o destino do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi praticamente traçado pelo Supremo Tribunal Federal. Na sessão de ontem, o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, afirmou não haver provas para condená-lo pelo crime de cor

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Às vésperas das eleições, o destino do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi praticamente traçado pelo Supremo Tribunal Federal. Na sessão de ontem, o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, afirmou não haver provas para condená-lo pelo crime de corrupção ativa. Mas três ministros votaram pela condenação de Dirceu pelo crime. E as críticas de quatro outros integrantes da Corte ao voto do revisor antecipam que o ex-ministro será condenado por ter comandado a compra de votos no Congresso.

Até o momento, condenaram Dirceu os ministros Joaquim Barbosa - relator do processo, Rosa Weber e Luiz Fux, esses dois indicados pela presidente Dilma. Mesmo sem votar, os ministro Carlos Ayres Britto, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Marco Aurélio fizeram críticas ao voto do revisor pela absolvição de Dirceu, indicando que também votarão pela condenação do ex-ministro do governo Lula.

Rosa Weber, a primeira a votar depois de Lewandowski, contestou o argumento de que Delúbio Soares teria agido sozinho, sem cumprir as ordens de alguém que estivesse hierarquicamente no comando do processo. “Não é possível acreditar que Delúbio, sozinho, teria comprometido o PT com dívida de R$ 55 milhões e repassado metade disso a partidos da base aliada. Não só teria agido sozinho como sem conhecimento de qualquer outro integrante do PT”, argumentou. De acordo com ela, acreditar que o ex-tesoureiro do PT tinha autonomia para montar todo o esquema seria o acreditar que Delúbio tem “uma mente privilegiada”.

Luiz Fux também condenou Dirceu, Delúbio e Genoino. Afirmou que, “pela lógica da experiência”, as reuniões na Casa Civil com dirigentes de bancos e as negociações políticas colocam Dirceu no topo do esquema. “Pelas reuniões que compareceu e depoimentos que foram prestados, ele (Dirceu) figura como articulador político desse caso penal, até pela posição de proeminência no partido e no governo que ele tinha”, afirmou Fux.

(AE)

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