Com uma abstenção de 16,41% dos eleitores em todo o País e altos índices de votos nulos e em branco, considerados inválidos, as eleições municipais deste domingo somaram mais de 35 milhões de votos não contabilizados no resultado final do pleito. O número representa 25% do total de eleitores no País. Somente na capital paulista, mais de 2,4 milhões de votos, entre em branco, nulos e abstenções, não foram computados no resultado final pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O número é maior que a votação recebida pelos dois principais candidatos habilitados a participar do segundo turno. José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) obtiveram nas urnas, respectivamente, 1,8 e 1,7 milhão de votos. O porcentual de votos não computáveis na capital chega a 28% do total de eleitores de São Paulo, o maior colégio eleitoral do País.
"Não é uma situação para se questionar a legitimidade do pleito, mas é preciso entender que esse voto inválido é visto como uma alternativa do eleitor quando ele acha que as opções apresentadas não são adequadas", avalia o cientista político Cláudio Couto, da FGV.
(AE)
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