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Prorrogação da CPI tem o apoio de 34 senadores

Contrariando o governo, a CPMI do Cachoeira obteve no Senado o apoio de 34 senadores - sete além do necessário - para prorrogar os trabalhos por mais 180 dias, como quer a oposição. Na Câmara, em um único dia, 80 deputados assinaram o requerimento estende

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Contrariando o governo, a CPMI do Cachoeira obteve no Senado o apoio de 34 senadores - sete além do necessário - para prorrogar os trabalhos por mais 180 dias, como quer a oposição. Na Câmara, em um único dia, 80 deputados assinaram o requerimento estendendo a investigação até maio. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) acredita que não haverá dificuldade em obter as 47 assinaturas que faltam. O problema é que as assinaturas restantes no Senado e na Câmara devem ser obtidas até o dia 4 de novembro quando termina o prazo inicialmente previsto para o término do funcionamento da CPMI.

O futuro da comissão será decidido na reunião marcada para a próxima terça-feira, dia 30, às 15 horas. Lorenzoni prevê que os governistas querem evitar “uma queda de braço e o confronto com a sociedade” que, segundo ele, resultará do fato de a CPI virar pizza. A ordem no Palácio do Planalto, no entanto, é outra, de encerrar o quanto antes as investigações.

O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR) afirma que transformar a CPMI em pizza, como quer o relator Odair Cunha (PT-MG), seria evidenciar a “ligação promíscua” do governo com a Construtora Delta. A empresa é a maior beneficiada por recursos do PAC,tendo recebido da União mais de R$ 3 bilhões desde o início do programa. O líder embasa suas suspeitas no bloqueio feito pela bancada governista contra os requerimentos para quebrar o sigilo bancário e fiscal de 29 empresas de fachada, suspeitas de atuarem como braços da Delta. Ele lembra que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou “movimentações atípicas” em todas essas empresas. Ou seja, elas não produzem nada, mas recebem e repassam altas somas de dinheiro.

Na avaliação do líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), há “indícios claros” de que essas empresas abasteceram partidos nas campanhas eleitorais de 2010, quando a presidente Dilma Rousseff foi eleita. “Tentam blindar o acesso para esconder caixas de campanha”, acusa. Ele lembra que o relator e o presidente da CPMI, Odair Cunha e senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), vêm paralisando os trabalhos sob os mais variados pretextos.

(AE)

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