O governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, reiterou ontem, em entrevista coletiva, concedida para avaliar o resultado do segundo turno das eleições, a sua fidelidade à presidente Dilma e o seu bom relacionamento com o ex-presidente Lula.
“Já tem muita gente querendo criar problemas para a presidente Dilma”, afirmou. “Nós queremos criar soluções, ajudar a tocar a pauta que interessa à população neste momento”.
No seu propósito de não criar qualquer tipo de aresta como partido da base aliada do governo, afirmou que o caminho a ser seguido pelo PSB, depois do bom desempenho nas urnas, “será o de cada vez buscar mais o que une e relevar o que separa”. Dentro dessa diretriz, também nada comentou sobre as próximas eleições presidenciais, quando indagado sobre o assunto. “2014 é em 2014”, limitou-se a dizer sobre o noticiário que o tem colocado no páreo presidencial.
Para ele, a lição que fica dessa eleição é: “passada a eleição, o importante é cuidar do que interessa ao povo”. “Quem fica entre uma eleição e outra só cuidando do que não interessa ao povo, quando chega a eleição não tem o que dizer e normalmente tem resultados frustrantes”, observou.
Depois de aumentar de 310 para 443 o número de prefeituras sob o comando do seu partido e de conquistar cinco capitais brasileiras, a estratégia do PSB, agora, será olhar para o futuro, dar conta da responsabilidade recebida e aprender tanto onde ganhou como onde perdeu.
Onde ganhou, vai buscar imprimir uma gestão que atenda à população - o partido se prepara para fazer seminários sobre gestão pública com os prefeitos eleitos. Onde perdeu, de acordo com Eduardo, o PSB tem a responsabilidade de colaborar com os que ganharam. “Ter maturidade para não fazer a velha política de ficar torcendo contra, procurando atrapalhar”, observou. “Isso não cabe mais e quem fez este tipo de aposta terminou se dando mal”.
Ele não quis fazer comentários sobre os resultados negativos da sigla, a exemplo de João Pessoa (PB) e Curitiba (PR), onde perdeu a reeleição. Pouco depois do início da coletiva, o governador recebeu telefonema de Dilma.
(AE)
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