O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), quer aprovar no ano que vem diversas legislações do município necessárias para a reforma urbana que deseja fazer na cidade, simbolizada pelo que seu programa de governo chamou de ‘Arco do Futuro’, o eixo da descentralização pretendida.
Para isso, precisará do apoio do PSD, presidido pelo prefeito Gilberto Kassab, cuja administração criticou com veemência durante a campanha e a quem chegou a chamar de "prefeito de meio expediente". O prefeito articula a formação de um bloco kassabista na Câmara, que deverá atuar sob seu comando.
O tema já deve entrar na pauta do encontro que ambos terão nesta terça-feira, quando a transição "de alto nível" que prometeram terá início. A reunião ocorre dois dias depois de Haddad ter sido eleito sob a bandeira da mudança e um dia depois da visita dele à presidente Dilma Rousseff em cujo governo Kassab vai embarcar a partir de agora.
Haddad afirmou que enviará para a Câmara Municipal no primeiro semestre de 2013 o Plano Diretor e uma série de leis complementares, necessárias para a aplicação do projeto, como a lei do zoneamento e o novo Código de Obras.
Contudo, ao mesmo tempo em que planeja seus primeiros passos como prefeito, o petista terá de equacionar a formação de maioria no legislativo municipal para aprovar as reformas. O prefeito eleito disse aguardar os entendimentos de Kassab com o PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, mas afirmou não "ver hipótese de a bancada do PSD" lhe fazer "oposição sistemática".
"Independentemente do rumo do PSD, as condições de diálogo estão dadas. Kassab manifestou desejo de ajudar a construir, de colaborar. Com independência, mas com abertura", afirmou em sua primeira entrevista coletiva depois do resultado das urnas.
(AE)
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