Começou a valer ontem as regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que determinam o limite mínimo da velocidade da internet fornecida pelas operadoras. Agora, as empresas que vendem pacotes de banda larga fixa ou móvel devem oferecer ao consumidor uma média de 60% da velocidade contratada no mês.
Isso significa que, se o usuário contrata o serviço de 1 megabit por segundo (1Mps), a média da velocidade deve ser de 600 kilobits por segundo (kbits/s). Já a velocidade instantânea (aquela aferida em cada medição) deve ser de no mínimo 20% do total (200 kbits/s, no caso do pacote de 1Mps).
As regras causam estranhamento para o usuário comum. Nesta quinta, no microblog Twitter, algumas pessoas se diziam assustadas com as porcentagens exigidas. “Por que não 100%?”, questionava um usuário. Outro dizia: “É o mesmo que comprar um fardo de cerveja e te entregarem apenas 2,5 latas.”
O presidente do SindiTelebrasil (entidade que representa as empresas do setor de telecomunicação), Eduardo Levy, lembra que a internet é um serviço compartilhado por um grupo de usuários e, portanto, a capacidade oferecida não representa a velocidade alcançada pelo usuário o tempo todo. O mundo inteiro segue essa lógica de compartilhamento, segundo Levy.
A medição da velocidade da internet no Brasil está sendo conduzida pela Entidade Aferidora da Qualidade de Banda Larga (EAQ), gerenciada pelas empresas de auditoria PricewaterhouseCoopers em parceria com a SamKnows, que mede a banda larga de países da Europa e dos Estados Unidos. O consumidor pode descobrir com qual velocidade ele está acessando a internet por meio do site brasilbandalarga.com.br. Outra possibilidade é o Sistema de Medição de Tráfego Internet, disponível na página simet-publico.ceptro.br. Ambos os métodos também funcionam em iPhone e Android (o sistema operacional do Google presente em celulares de várias marcas, como Samsung e Motorola).
O NIC.br, entidade civil ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, alerta para a limitação dos testes feitos pela EAQ. Segundo o gerente de projetos do NIC.br, Fabricio Tamusiunas, eles são feitos dentro das redes das operadoras, enquanto o ideal é que isso seja feito fora.
(AE)
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