A CPMI do Cachoeira foi prorrogada por mais 48 dias, podendo funcionar até o dia 22 de dezembro, quando começa o recesso do Legislativo. Na prática, a comissão virou “pizza” e não avançará nas investigações. Isso porque o requerimento assinado por 41 senadores e 232 deputados, lido na sessão desta quinta do Senado, faz parte de um acordo dos líderes da base governista para impedir que a investigação se estenda à ligação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com a empreiteira Delta.
OS SIGILOS
O prazo impedirá a quebra do sigilo bancário e fiscal de 29 empresas de fachada, tidas como braços da Delta. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) informou à CPMI que essas empresas tiveram “movimentação atípica”. Ou seja, elas nada produzem, mas recebem e repassam altas somas de dinheiro. A Construtora Delta é a maior beneficiada por recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tendo recebido da União mais de R$ 3 bilhões desde o início do programa.
Presente ao plenário, o líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), disse que o requerimento de prorrogação trata-se na realidade “de uma estratégia e não da intenção de aprofundar as investigações para revelar ao País detalhes de um gigantesco esquema de corrupção”.
(AE)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar