O espelho de correção digitalizado da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai estar disponível para os estudantes a partir do dia 15 de fevereiro. De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, a disponibilização das redações aos participantes tem fins pedagógicos.
Um total de 5.683 profissionais farão a correção. O trabalho terá início na próxima semana. Os corretores de redação, convocados por chamada pública, passaram por dois meses de treinamento presencial e à distância, no qual foram abordadas as especificidades de cada competência e o conjunto do texto.
Nesta semana e na próxima, os profissionais terão nova capacitação, voltada para a correção do tema — O Movimento Imigratório para o Brasil no Século XXI. No dia 14 próximo, serão submetidos à pré-teste de avaliação da capacidade de proceder à correção de acordo com o padrão estabelecido pela banca examinadora.
A correção vai avaliar cinco competências: domínio da norma padrão da língua escrita; compreensão da proposta de redação e aplicação de conceitos das várias áreas do conhecimento para o desenvolvimento do tema nos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo; capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação; e elaboração de proposta de intervenção para o problema abordado, respeitados os direitos humanos.
A pontuação em cada competência pode variar até 200 pontos. A nota máxima da redação é de 1 mil pontos.
O estudante terá nota zero na redação se fugir ao tema proposto, apresentar estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo, entregar folha em branco, com sete linhas ou menos, copiar os textos motivadores e reproduzir impropérios, desenhos ou palavras de desrespeito aos direitos humanos.
O Inep estima que das 4,1 milhões de redações corrigidas, cerca de 1,2 milhão receberão a terceira correção e aproximadamente 200 mil serão avaliadas pela banca de especialistas.
Após a fase de correção, as redações estarão disponíveis para visualização na página do Inep na internet. Os estudantes terão acesso com a senha pessoal gerada no momento em que fizeram a inscrição para o Enem. Cada participante só terá direito a ver a própria redação.
(Diário do Pará)
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