O futuro prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), foi proporcionalmente o que mais gastou para se eleger em uma capital, no 1º turno: R$ 60 por voto obtido.
Dos R$ 3,5 milhões gastos em sua campanha, foi ele próprio o doador de cerca de R$ 3,1 milhões. O empresário colombiano do ramo de shoppings que se naturalizou brasileiro declarou à Justiça Eleitoral que tem um patrimônio de R$ 18 milhões.
Ele foi o quarto candidato mais rico a concorrer nas eleições municipais deste ano.
O montante total gasto pela campanha do prefeito eleito de Palmas é bem inferior, por exemplo, aos mais de R$ 28 milhões usados por Marcio Lacerda (PSB), reeleito em Belo Horizonte. Mas, proporcionalmente, o prefeito mineiro gastou menos: foram R$ 42 por voto obtido.
Lacerda também foi um dos candidatos milionários dessas eleições Liderando o ranking de bens declarados, ele disse ser dono de uma fortuna que ultrapassa os R$ 58 milhões.
NO RIO
A reeleição de Eduardo Paes (PMDB) no Rio de Janeiro foi, proporcionalmente, uma das mais baratas, pagando R$ 4 para cada eleitor conquistado. O peemedebista obteve 64% dos votos válidos no dia 7 de outubro.
Os mesmos R$ 4 foram gastos por José Fortunati (PDT) em Porto Alegre. Ele também disputava a reeleição.
Valor máximo - Uma proposta de financiamento público de campanhas eleitorais que tramita no Congresso sugere que o gasto por eleitor não supere o valor de R$ 7 por voto.
GASTOS
A maioria das campanhas, no entanto, gastou mais do que isso. Em Boa Vista, a prefeita eleita Teresa Surita (PMDB) desembolsou R$ 34 por voto. João Alves Filho (DEM), que venceu em Aracaju, gastou R$ 24, e Rui Palmeira (PSDB), prefeito eleito de Maceió, R$ 21.
Os eleitos de Goiânia, Paulo Garcia (PT), e Recife, Geraldo Julio (PSB), tiveram a mesma despesa por voto: R$ 15.
O levantamento foi feito entre as nove capitais que escolheram os seus prefeitos já no 1º turno das eleições deste ano e teve como base a prestação de contas das campanhas divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
As informações das cidades que tiveram 2º turno ainda não foram entregues ao TSE.
(Diário do Pará)
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