É difícil acreditar em alguma justificativa do técnico Mano Menezes para não convocar nesta terça-feira o atacante Fred, o líder do time do Fluminense, campeão brasileiro por antecipação, para o último jogo da seleção brasileira neste ano: contra a Argentina, pelo Superclássico das Américas, no próximo dia 21, em Buenos Aires.
Fred é o artilheiro do Campeonato Brasileiro, foi decisivo em várias partidas da competição e deu um show na vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras, no último domingo, que assegurou o título ao clube tricolor carioca.
Nas duas últimas convocações para o Superclássico - jogo em Goiânia e na cidade argentina chamada Resistência, cuja partida foi cancelada por falta de luz no estádio -, Mano Menezes repetiu a lista. Incluiu em ambas o atacante Wellington Nem, também do Fluminense.
As chances de Fred ser lembrado nesta terça, em anúncio que vai ser divulgado pelo site oficial da CBF, aumentaram muito também em razão de uma lesão sofrida por Wellington Nem exatamente na "decisão" contra o Palmeiras, o que o deixará afastado das atividades por pelo menos dez dias.
Mano Menezes tem sido questionado sistematicamente por deixar Fred fora de suas listas. Da última vez que teve de responder sobre isso, em entrevista coletiva, declarou que já conhecia o potencial do jogador e que precisava testar outros.
Uma resposta de praxe, para evitar mais polêmicas. A maior de todas surgiu quando o pai de Fred, Juarez Pinheiro, declarou que o filho simulou uma contusão para não servir à seleção em setembro do ano passado, justamente em um amistoso contra a Argentina. Desde então, ele nunca mais foi chamado por Mano Menezes, embora o atleta tenha desmentido a versão do pai.
(Agência Estado)
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