O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), convocou para o próximo dia 26 um protesto contra a aprovação pelo Congresso Nacional da nova lei de distribuição dos royalties do petróleo.
A iniciativa pode ser um indicativo de mudança no relacionamento entre o governador e a presidente Dilma Rousseff. Até agora, Cabral Filho mantinha-se arredio a propostas de manifestações públicas apresentadas por auxiliares. Dizia sempre que aguardaria uma decisão da presidente. Cabe a Dilma a responsabilidade de sancionar ou vetar o projeto de lei de autoria do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), aprovado no Congresso na semana passada.
Segundo o governador, se a presidente sancionar o texto, o Rio perderá até 2020 cerca de R$ 77 milhões referentes a dinheiro do royalties da exploração petrolífera em seu litoral. Rio e Espírito Santos, os principais Estados produtores, serão os mais prejudicados e deverão ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o projeto não seja vetado por Dilma.
De acordo com o governo fluminense, a concentração para o ato público será a partir das 14 horas em frente à Igreja da Candelária, no centro. A seguir, os manifestantes deverão sair em passeata em direção à Praça da Cinelândia.
DILMA
Dilma evitou comentar sobre o jantar que teve na noite de segunda-feira com o presidente do PSD, Gilberto Kassab. “Eu não posso conversar com ninguém que vocês já ficam falando em ministério”, desconversou a presidente, que evitou também responder sobre qualquer outra questão, como o projeto dos royalties do petróleo. Dilma falou ao final da cerimônia de lançamento do Programa Mais Irrigação, realizada na tarde desta terça-feira no Palácio do Planalto.
Ontem à noite Dilma teria outro jantar. Agora com o PP do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e do senador Francisco Dornelles, do Rio de Janeiro.
(AE)
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