Administrar os gastos pessoais, controlar o orçamento familiar. São tarefas necessárias, mas nem todos se preocupam em fazer planejamentos para ter uma melhor qualidade de vida. “A educação financeira não faz parte do currículo escolar, do dia a dia das pessoas de uma maneira muito presente. É preciso estimular as pessoas a adotarem práticas financeiras mais adequadas”, afirma Edilson Rodrigues, diretor nacional do Sindicato dos Funcionários do Banco Central (Sinal).
O assunto está sendo discutido em um evento promovido pelo Sinal, com cursos sobre educação financeira para a imprensa e qualidade de vida no trabalho. “Trabalhamos com duas vertentes: o comportamento e o conteúdo. Não adianta a pessoa ter conteúdo e não mudar seu comportamento em relação às finanças pessoais”, diz.
Conceitos financeiros e dicas de como organizar os gastos fazem parte dos dois dias de curso, que iniciou ontem. Para Vital Fagundes, analista do Banco Central e professor de finanças pessoais, este tipo de atividade traz muitos benefícios. “Os sindicatos estão defendendo apenas a categoria de trabalhadores e o Sinal faz um serviço importante para a sociedade. Há a dificuldade de não falarem de educação financeira nas escolas e, com essas ações, a sociedade é quem terá o benefício desse trabalho”.
DÍVIDAS
Um dos principais erros é a pessoa procurar a educação financeira somente quando já está endividado. “Super endividado é aquele que está impossibilitado de pagar todas as contas mensais sem comprometer seu sustento”, explica Rodrigues. Uma realidade comum a muitas famílias brasileiras, mas que é possível reverter.
Para sair desta situação a pessoa precisa obedecer algumas regras e seguir um plano de ação. “É preciso elaborar um orçamento pessoal e familiar, usar o crédito só com real necessidade, otimizar gastos e eliminar desperdícios. Deixar um torneira pingando ou aberta enquanto escova os dentes já é um desperdício de dinheiro”, exemplifica Vital.
(Diário do Pará)
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