O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Antonio Levi, afirmou nesta segunda-feira que está "tranquilo" diante das denúncias de desvio de recursos públicos. "Não tenho dúvidas de que poderemos demonstrar a legalidade do contrato e a forma como o uso dos recursos foi feito, sempre no interesse da universidade", afirmou. "Não procede a insinuação de que houve desvio de recursos públicos para uma instituição privada, pois se trata de nossa fundação de apoio."
Segundo Levi, a procuradoria jurídica da UFRJ considerou desnecessário promover uma licitação para escolher o Banco do Brasil como gestor exclusivo das contas da universidade. "A procuradoria que nos assessora nessas questões aprovou a minuta do contrato. Desde sempre o Banco do Brasil foi o operador financeiro da universidade, responsável pela nossa folha de pagamento. Era um serviço gratuito, e o contrato incorporou uma contrapartida financeira que apoiou várias iniciativas de interesse da universidade", afirmou.
"Os recursos foram (usados) parte para complementar as obras do restaurante universitário, parte para dar continuidade a um programa de apoio a eventos acadêmicos, por meio de um edital, e parte para obras que ficaram sob minha responsabilidade. Os outros programas incluíram divulgação institucional e o fundo contábil, que eram de responsabilidade do próprio gabinete do reitor (Aloísio Teixeira). Eu não conheço detalhes (desses gastos) porque não eram de minha responsabilidade", afirmou.
(Agência Estado)
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