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Cesta básica volta a subir de preço

Ir ao supermercado para fazer grandes compras está sendo cada vez mais raro para o trabalhador paraense. O aumento no valor da cesta básica está diminuindo a quantidade de produtos no carrinho e os luxos estão dando lugar às compras mais básicas do dia a

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Ir ao supermercado para fazer grandes compras está sendo cada vez mais raro para o trabalhador paraense. O aumento no valor da cesta básica está diminuindo a quantidade de produtos no carrinho e os luxos estão dando lugar às compras mais básicas do dia a dia.

A casa da aposentada Fátima Pinto é um exemplo disso. Lá moram quatro pessoas e ela conta que precisou cortar os gastos pela metade para garantir o arroz e feijão de todos os dias. “Com um salário mínimo não é possível garantir a alimentação. É preciso economizar em tudo!”, afirma.

Segundo o levantamento feito pelo Dieese/PA, a cesta básica dos paraenses chegou a custar em outubro deste ano R$268,58 com reajuste de 2,36% em relação a setembro. E é exatamente o arroz e feijão que estão pesando no bolso. Nos primeiros dez meses deste ano o quilo do feijão teve alta acumulada de 57,34%, já o arroz de 48,63%.

O quilo do feijão chegou a ser comercializado durante o mês de agosto em Belém em média a R$5,71. O arroz teve no mês passado seu maior valor, cerca de R$2,17. O motivo do aumento o valor da cesta básica segundo o Dieese seria a importação de mais da metade dos produtos da cesta e a sazonalidade dos alimentos.

Para a autônoma Solange Nazaré é possível sentir o aumento no preço dos produtos em praticamente 80% da cesta básica. Ela que vem ao supermercado regularmente conta que assim como muitas famílias encontrou na economia a saída para garantir a comida na mesa.

“Cortamos algumas coisas das compras, como biscoito doce, por exemplo. Estou levando apenas o necessário agora”, ela diz. A economia está sendo tão grande que o quilo do feijão, que antes durava apenas alguns dias, agora está durando duas semanas.

TROCA

Outra saída para as famílias que não querem deixar de lado o hábito de consumir o arroz e feijão está sendo também a pesquisa dos preços e a troca de produtos. “Eu estou indo atrás de produtos mais baratos e substituindo marcas”, afirma a aposentada Fátima Pinto.

(Diário do Pará)

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