O Supremo Tribunal Federal (STF) aplicou pena de 3 anos e 8 meses de prisão por lavagem de dinheiro a Rogério Tolentino, ex-advogado das agências Marcos Valério. A definição dessa pena tinha ficado pendente desde a semana passada por falta do voto de três ministros. Condenado também por formação de quadrilha e corrupção ativa, Tolentino recebeu penas que, somadas, chegam a 8 anos e 11 meses, o que implicaria o início do cumprimento em regime fechado.
A decisão sobre a acusação de lavagem foi prorrogada algumas vezes porque sua defesa alegou que ele foi condenado por ter realizado apenas uma operação, um empréstimo repassado a Valério Barbosa, porém, o condenou por 46 operações junto com o empresário do ramo de publicidade.
No fim, prevaleceu a tese de uma operação apenas. Os ministros que faltaram votar, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio, acolheram essa tese da defesa e apoiaram a fixação de uma pena de 3 anos e 8 meses, inferior aos 5 anos, 3 meses e 10 dias propostos por Barbosa. O ministro Celso de Mello aproveitou para alterar o seu voto para também acompanhar o voto pela pena menor A pena pecuniária foi fixada em 10 dias multa, inferior a R$ 30 mil.
O ZÉ DIRCEU
Após afirmar em entrevista ao Estadão que a União Nacional dos Estudantes (UNE) não promoveria nenhum ato de apoio ao ex-ministro José Dirceu, o presidente da entidade, Daniel Iliescu, disse estar “individualmente” empenhado em organizar uma grande manifestação de solidariedade ao petista, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos e 10 meses de prisão no julgamento do mensalão
O evento, em dezembro, começou a ser articulado anteontem em encontro com Dirceu em Brasília, do qual participaram André Tokarski, presidente nacional da União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PC do B, e o secretário nacional da Juventude do PT (JPT), Jefferson Lima.
Em seu blog, Dirceu postou uma foto do encontro e agradeceu o apoio. “Agradeço aos três pela visita, pelo apoio e por se colocarem à disposição neste momento”, escreveu. Segundo Iliescu, além de prestar solidariedade ao ex-ministro e aos petistas condenados, o ato vai discutir as decisões tomadas pelo Supremo. Na avaliação do presidente da UNE, houve uma “politização do julgamento”.
ATÉ O PERILLO
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), acusou o relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), de querer prejudicá-lo por ter feito “uma denúncia relativa ao mensalão” em 2005. O tucano deve decidir nesta quinta-feira se vai procurar a Justiça para evitar o indiciamento pretendido pelo petista, segundo informação de sua assessoria de imprensa.
“O relator, que é ligado a um partido político, tem um único objetivo: me prejudicar politicamente, porque lá atrás eu fiz uma denúncia relativa ao mensalão”, disse Perillo, ao visitar nesta quarta um hospital de Goiânia. Em 2005, quando o escândalo da compra de apoio político ao governo Luiz Inácio Lula da Silva veio a público, o tucano exercia o mandato de senador e disse ter alertado o então presidente sobre o esquema.
“Os envolvidos no mensalão estão sendo condenados. Eu tinha razão quanto a isso”, disse Perillo. “O que não pode é essa tentativa de vingança permanente. O que algumas pessoas querem, nesse momento, é tentar politizar e prejudicar alguns por serem adversários.”
(AE)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar