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Brasil fica na lanterna do crescimento

Em dois anos do governo de Dilma Rousseff, o crescimento da economia brasileira deverá ser o menor entre os principais países emergentes do mundo, incluindo os países da América Latina. Levantamento do economista Alcides Leite, professor da Trevisan Esco

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Em dois anos do governo de Dilma Rousseff, o crescimento da economia brasileira deverá ser o menor entre os principais países emergentes do mundo, incluindo os países da América Latina.

Levantamento do economista Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios, feito com base em projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), indica que a economia brasileira deverá crescer próximo a um terço da economia dos países emergentes (inclusive o próprio Brasil): 4,2%, ante 11,8%.

No grupo dos Brics, o crescimento brasileiro deverá ser a metade do registrado pela economia russa, um terço do indiano, e menos de um quarto do chinês. “Vamos crescer menos que a África do Sul, país que apresenta um nível de desemprego da ordem de 25%”, diz Leite.

Na comparação entre o Brasil e as principais nações latino-americanas exportadoras de commodities, o País também fica para trás.

Comparado à Argentina, país exportador de commodities agrícolas, o crescimento brasileiro ficará próximo de um terço. Em relação a Chile e Peu, países exportadores de commodities minerais, o País chegará ao mesmo terço do período.

“Os números mostram que estamos ficando para trás, não somente em relação aos países emergentes asiáticos, mas também em relação aos nossos vizinhos latino-americanos”, ressalta o professor da Trevisan. “Para voltarmos a crescer de forma sustentável, sem inflação e sem necessidade de aumentar a taxa de juros, precisamos de mudanças estruturais, o que o governo não fez nos últimos anos.”

A elevada aprovação do governo Dilma, segundo o economista, mostra que a população brasileira ainda não foi afetada pelo reduzido crescimento. “O baixo índice de desemprego, os aumentos reais do salário mínimo, a expansão do crédito e a queda das taxas de juros têm garantido a satisfação popular”, avalia.

Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores, avalia que boa parte da desaceleração da economia brasileira é mais conjuntural do que estrutural. Tanto é que o período de desaceleração mais intensa não foi em 2011 e 2012 como um todo. Na realidade, diz ele, foi na segunda metade de 2011 e na primeira de 2012.

(AE)

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