Uma fêmea da espécie jacaré-açu medindo 2,91 metros e 74 quilos foi encontrada por pesquisadores do Instituto Mamirauá, nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no noroeste do Amazonas. Esta é a maior fêmea reprodutora de jacaré-açu registrada até agora.
A equipe encontrou o animal na borda de um lago, perto do ninho, onde havia 32 ovos (na última temporada de reprodução, o tamanho médio das ninhadas foi de 28,6 ovos). Além de proteger o ninho, a fêmea cuidava também de filhotes, provavelmente suas crias, nascidas no ano passado.
Para o biólogo Robinson Botero-Arias, pesquisador do Instituto Mamirauá que coordena os estudos sobre jacarés do projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert), o registro desta fêmea reprodutora é um sinal positivo. Segundo o biólogo, fêmeas maiores são mais velhas e, possivelmente, mais adaptadas ao ambiente, com mais chances de gerar filhotes saudáveis e protegê-los de ameaças naturais, garantindo que mais jacarés cheguem à idade reprodutiva.
"Esse dado nos ajuda a conhecer o estado da população reprodutiva. As pesquisas têm demonstrado que as populações de jacarés na Reserva Mamirauá estão maduras, estáveis e se adaptaram bem à forte pressão de caça no passado", afirma o biólogo.
O jacaré-açu, considerado até os anos 1990 como ameaçado de extinção, hoje é classificado por órgãos de proteção ambiental como espécie que corre baixo risco de desaparecer da natureza, mas que depende de programas de conservação.
(DOL)
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