O governo desarmou ontem mais uma trava para a entrada de dólares no País. Para desacelerar a tendência de alta da moeda americana frente ao real, o Ministério da Fazenda reduziu de dois para um ano o prazo das operações de financiamento externo que precisam pagar 6% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Esse tributo funciona com uma espécie de “pedágio” para o capital estrangeiro.
É a segunda flexibilização do IOF feita pela equipe econômica em seis meses. O prazo para a cobrança do imposto já tinha caído, em junho, de cinco para dois anos. A medida desta quarta colocou o dólar em queda desde a abertura dos negócios no mercado financeiro. A ação da Fazenda se junta à decisão do Banco Central, divulgada na terça-feira (04), de ampliar de um para cinco anos o prazo dos empréstimos para exportação, chamados de pagamento antecipado, que contam com isenção de impostos.
As duas medidas têm potencial para ampliar o volume de dólares no mercado local no final do ano e auxiliam as empresas a captar recursos lá fora com custo mais baixo. O governo não admite publicamente, mas a ação também evita uma alta mais forte do dólar que poderia ter efeitos sobre a inflação.
(Diário do Pará)
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