O governo ampliou em R$ 100 bilhões a linha de crédito para estímulo ao investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e baixou, de 5,5% para 5% ao ano, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada pela instituição como referência em todos os demais empréstimos. Trata-se da segunda rodada de medidas anunciadas no esforço de criar uma agenda positiva, depois da divulgação do fraco desempenho da economia no terceiro trimestre do ano.
Com o dinheiro, que virá do orçamento do BNDES, o governo espera elevar em 8% os investimentos, após cinco trimestres consecutivos de queda apurada pelo IBGE. Essa expansão ajudaria o País a crescer 4% no ano que vem, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os recursos serão liberados por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), criado em 2009 em função da crise internacional.
Agora, o governo tenta repetir a fórmula. Depois de bater em 7,5% em 2010, o crescimento do PIB caiu a 2,7% no ano passado e neste ano pode ficar abaixo de 1%. Na terça-feira (04), Mantega anunciou corte de R$ 3,4 bilhões em impostos e uma linha de R$ 2 bilhões da Caixa para a construção civil.
Na avaliação da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), a ampliação do PSI é positiva, mas insuficiente. Fatores como o câmbio valorizado, que encarece os produtos brasileiros lá fora, a alta carga tributária e a burocracia do País minam a competitividade das empresas.
APORTE
Para manter em 2013 o mesmo nível de desembolsos dos dois últimos anos, o BNDES precisará de aportes adicionais em torno de R$ 45 bilhões, revelaram ao Grupo Estado fontes ligadas ao banco. Em 2011 e 2012, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) teve grande contribuição para a liberação de cerca de R$ 145 bilhões anuais.
Ontem, em Brasília, Guido Mantega, não descartou a possibilidade de novos reforços financeiros, mas transferiu para o ano que vem essa definição.
Em alguns segmentos do PSI, como o de máquinas e equipamentos, que inclui tratores e máquinas industriais, o orçamento do banco já estava quase zerado. Para o ano que vem, o governo já determinou que serão duas versões, com um ligeiro aumento de taxas no segundo semestre.
A necessidade de aporte em 2013 é tida como certa.
(Diário do Pará)
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