O Congresso Nacional iniciou ontem, 12, a guerra para definir o destino dos royalties provenientes da exploração do petróleo no Brasil. A primeira batalha foi vencida pelos estados não produtores, que são a maioria. Mas as bancadas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e o governo federal tentaram todo tipo de manobra para adiar a votação. Foi necessário muito “suor” por parte das lideranças das bancadas estaduais para que fosse aprovado nesta quarta o requerimento de urgência para apreciação dos vetos da presidente Dilma Rousseff, ao projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional. Assim, o veto de Dilma deve ser analisado em sessão do Congresso na próxima quarta, 19.
O requerimento pedindo a urgência da votação dos vetos precisava contar com, no mínimo 42 assinaturas de senadores e 257 de deputados. Na Câmara, até o final da tarde, da bancada do Pará somente os deputados Elcione Barbalho e Asdrubal Bentes, do PMDB; Lúcio Vale (PR); Lira Maia (DEM);e Zequinha Marinho (PSC) haviam assinado o documento. Elcione foi responsável pela coleta de assinaturas dos parlamentares paraenses.
Nos bastidores – no cafezinho da Câmara e corredores do Plenário, o que valia era a convocação das bancadas. Neste ponto os estados que querem derrubar o veto da presidente Dilma contaram com um reforço extra: a presença de governadores, como Cid Gomes, do Ceará, que chamava a todo momento os parlamentares para votar.
Ausência notada pela bancada do Pará foi a do governador Simão Jatene (PSDB), que não participou das recentes discussões sobre o veto de Dilma aos royalties.
Ontem, mesmo com a tentativa dos representantes do Rio de Janeiro e do Espírito Santo de impedirem a votação, o requerimento obteve 408 votos a favor, para que a avaliação seja ainda este ano. Da bancada do Pará a única ausência em plenário foi do deputado e futuro prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB). Wladimir Costa, do PMDB, foi o único deputado da bancada federal do Pará que se absteve ontem, no pedido de urgência de votação em plenário.
(Diário do Pará)
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