Encerrado na sexta-feira o prazo para desocupação da Terra Indígena Marãiwatsédé, no norte do Mato Grosso, a Fundação Nacional dos Índios (Funai) informou ter planos para reforçar a presença do poder público na área. Hoje, cerca de mil xavantes vivem em cerca de 10% do território demarcado. Os últimos ocupantes não indígenas deixaram a área e, segundo a Polícia Federal, não houve resistência.
Desde o início do processo de desocupação, o órgão promoveu o monitoramento territorial das terras indígenas para impedir o retorno dos invasores. Um programa do governo federal prevê para o local programas de recuperação de áreas degradadas, produção de acordo com seus valores culturais e planejamento da ocupação do território. "A proposta é que eles tenham condições de se autossustentar", disse o secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência, Paulo Maldos.
O prazo para desocupação da terra indígena se encerrou à zero hora de sexta-feira. Bens e objetos deixados para trás pelos invasores serão confiscados pela Justiça. Ocupantes que ainda não deixaram o local devem responder pelo crime de desobediência
Desde a manhã do dia 30, uma força-tarefa do governo federal ocupou a comunidade de Posto da Mata, considerado foco de maior resistência à devolução das terras aos índios xavantes. Com isso, o fim da desocupação correu de forma mais tranquila.
Na ocupação do Posto da Mata, o gerente do posto de combustível usado como base de resistência foi preso. No local foi encontrada parte da carga de 7 toneladas de alimentos saqueada pelos manifestantes, inclusive com notas fiscais identificando a carga.
Os alimentos seriam levados para a aldeia Urubu Branco, do povo carajá, em Confresa (MT).
Após saquear a carga, os manifestantes atearam fogo no caminhão da Funasa, utilizado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) para transportar o alimento.
(Diário do Pará)
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