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Reunião sobre leilão tem dez empresas

A cerca de duas semanas do leilão de concessão das rodovias BR-116 (trecho de Minas Gerais) e BR-040 (trecho entre Juiz de Fora, MG, e Brasília), dez empresas, além de representantes de bancos que as assessoram, participaram de reunião para apresent

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A cerca de duas semanas do leilão de concessão das rodovias BR-116 (trecho de Minas Gerais) e BR-040 (trecho entre Juiz de Fora, MG, e Brasília), dez empresas, além de representantes de bancos que as assessoram, participaram de reunião para apresentação de condições de financiamento em escritório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio, na tarde de ontem, demonstrando interesse em investir. CCR e Invepar confirmaram ao Grupo Estado que participaram da reunião, mas não quiseram comentar sobre o encontro.

A BR-116 e a BR-040 serão as primeiras estradas do pacote anunciado pelo governo em agosto a serem privatizadas. O chefe do Departamento de Logística do BNDES, Cleverson Aroeira, estimou o investimento em cada trecho entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.

Dada a pouca antecedência com que o encontro foi marcado - no início da semana -, Aroeira considerou a presença de dez empresas uma “boa surpresa”. “A reunião não foi marcada com tanta antecedência e mesmo assim a gente teve uma presença boa”, afirmou o executivo, explicando que a reunião ateve-se a questões técnicas, como taxas, prazos, carência e inclusão da dívida nos fluxos de caixas.

O executivo também informou que sua equipe trabalhará com a meta de analisar os projetos de financiamento em até seis meses após a apresentação do pedido pelos vencedores dos leilões. “É uma meta arrojada e reflete um esforço nosso de colocar esse pacote de logística a todo vapor”, disse Aroeira.

CONDIÇÕES

O BNDES anunciou na quarta-feira (16) as condições detalhadas do financiamento às estradas. A condição geral, com taxa de juro de TJLP (Taxa de Juro de Longo Prazo, hoje em 5%) mais 1,5% já estava no pacote anunciado em agosto. Aroeira destacou que a taxa é mais baixa do que nos leilões de concessão anteriores.

No detalhamento das condições, as principais novidades foram a possibilidade de apoio por meio de participação acionária do BNDESPar e as condições do empréstimo-ponte, modalidade de crédito emergencial, para o empreendedor ir tocando as obras enquanto o banco avalia o projeto como um todo.

Pela primeira vez nesse tipo de operação, o empréstimo-ponte (limitado a 30% do total) terá a mesma taxa do financiamento de longo prazo. Por ser emergencial e de curto prazo, esse tipo de empréstimo costuma ter taxa maior.

Segundo Aroeira, a exigência de fiança bancária como garantia e o limite de prazo de até nove meses para o empréstimo-ponte oferecem baixo risco para o BNDES. O prazo de nove meses será possível também por causa da meta de analisar o projeto em até seis meses - uma vez aprovado o empréstimo total, o emergencial é quitado.

Já no caso da participação acionária, o BNDESPar poderá entrar de sócio tanto de cada concessionária quanto das empresas controladoras de concessões, candidatas naturais a disputar os leilões, como CCR, Arteris (ex-OHL Brasil) e Invepar. Também será possível o banco investir em debêntures conversíveis em ações. Segundo Aroeira, as opções serão analisadas caso a caso.

(Diário do Pará)

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