Após 15 dias e 100 ataques criminosos a ônibus, bases policiais, carros particulares, entre outros alvos em 30 cidades de Santa Catarina, a Força Nacional de Segurança (FNS) chegou na tarde de sexta-feira (15) a Florianópolis para tentar ajudar a diminuir a sensação de insegurança nas ruas e a ação do crime organizado. O governo do Estado não quis afirmar o número de agentes enviados pela União nem a estratégia traçada para os próximos dias, afirmando ser confidencial.
A expectativa, no entanto, é que os policiais da FNS ajudem na transferência para os presídios federais de integrantes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), grupo acusado de comandar os ataques de dentro dos presídios. A ação atingiria detentos em diferentes penitenciárias do Estado, mas principalmente aqueles que se concentram na Penitenciária de Segurança Máxima de São Pedro de Alcântara, onde fica a cúpula da facção.
Com a chegada do reforço, a expectativa é que a cidade volte à rotina, que acabou sendo alterada por causa dos ataques. Em Florianópolis, há dez dias, diminuiu drasticamente a circulação de ônibus nas chamadas "horas escuras", antes do dia amanhecer e depois de escurecer.
Motoristas e cobradores temem ser vítimas de atentados. Para se proteger, muitos estão evitando usar cinto de segurança para não ficar presos em incêndio. Já os cobradores, nos pontos mais arriscados do trajeto, ficam sentados em bancos comuns para não serem identificados. "Conheço gente que se queimou e por isso parei de usar cinto. Além disso, em vez de sair às 23h, que era meu horário, paro de trabalhar às 20h", conta o motorista Valcinei Manuel de Matos.
Por causa da diminuição do número de ônibus, os comerciantes estão fechando suas lojas até duas horas mais cedo e abrindo mais tarde. Também diminuiu a quantidade de clientes no comércio e os lojistas estimam queda das vendas entre 15% e 30%.
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