Será iniciado nesta segunda-feira (18), após nove anos de espera, o julgamento do ex-seminarista e publicitário paulista Gil Rugai, de 29 anos, que vai a júri popular acusado de mandar matar o pai Luiz Carlos Rugai, 40 anos, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino, 33 anos. O crime ocorreu na casa do casal no dia 28 de março de 2004.
Segundo as investigações, no crime, que ocorreu em uma noite de domingo, a madrasta do acusado foi a primeira a ser morta a tiros e em seguida foi a vez do pai que teria tentado escapar ao se trancar em uma sala da casa que foi arrombada pelos atiradores. A saída de Gil do imóvel, uma semana antes, deu pistas à polícia de que ele poderia está envolvido no caso. Uma mensagem deixada pelo acusado na secretária eletrônica, onde se evidenciou uma briga entre pai e filho, complicou ainda mais a situação do rapaz.
Enquanto o processo se estendia ao longo desses nove anos, Gil ficou por duas vezes preso, na primeira cumpriu pena de dois anos e 13 dias em um centro de detenção provisória na grande São Paulo, mas foi solto após receber um habeas-corpus do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 2008 passou cinco meses detidos na cidade de Tremembé, no interior do estado de São Paulo, ele foi acusado de ter mudado de cidade sem aviso prévio ao juiz. Desta vez foi solto por meio de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A sentença final do julgamento de Gil Rugai será dada pelo juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara da Capital, a previsão é que o veredicto seja lido a partir da próxima quarta-feira (20).
(Kleberson Santos/DOL)
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