O julgamento de Gil Rugai, acusado de ter mandado matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta Alessandra de Fátima Troitino, há nove anos, marcado para o início da manhã desta segunda-feira (18), no Fórum da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, deverá apresentar surpresas por parte da defesa do rapaz.
Thiago Anastácio, advogado de defesa, afirmou na porta do Fórum, que apresentará dois nomes, já presentes no inquérito, acusados de participação no crime.
Por parte da acusação, o promotor do caso, Rogério Leão Zagallo, disse que espera uma pena superior a 30 anos de reclusão por crime doloso.
As declarações foram feitas ainda na porta do fórum. Defesa e acusação disseram à imprensa que acreditam em um desfecho positivo do julgamento.
Gil Rugai chegou ao local acompanhado da mãe, vestido de terno e gravata, aparentando tranquilidade e confiança em um bom resultado. Para despistar os jornalistas, a defesa se aproveitou da semelhança física de Léo Rugai, irmão do acusado, enquanto o réu entrava quase despercebido por outra porta do fórum.
O Caso
Gil Rugai está sendo acusado por um crime ocorrido em março de 2004. De acordo com investigações da polícia, onze tiros tiraram a vida do casal que morava na rua Atibaia, em Perdizes, zona Oeste de São Paulo.
Por volta das 22h do dia 28 de março daquele ano, vários tiros foram disparados contra Alessandra e segundos depois foi a vez de Luiz ser morto dentro de uma sala de TV da residência.
Uma das suspeitas é que o filho teria mandado matar os dois por conta de um desvio de R$ 100 mil na empresa do pai, descoberto uma briga entre Gil e Alessandro levou o rapaz a sair de casa uma semana antes do crime.
(Kleberson Santos/DOL)
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