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Alimentos impulsionaram inflação de janeiro na RMB

O grupo Alimentação e Bebidas foi um dos principais impulsionadores da inflação registrada na Região Metropolitana de Belém (RMB). É o que aponta o boletim de Índice de Preços ao Consumidor, elaborado pelo Instituto de Desenvolvimento, Econômico, Social e

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O grupo Alimentação e Bebidas foi um dos principais impulsionadores da inflação registrada na Região Metropolitana de Belém (RMB). É o que aponta o boletim de Índice de Preços ao Consumidor, elaborado pelo Instituto de Desenvolvimento, Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Os dados divulgados mostram que durante o mês de janeiro deste ano as variações de preços dos bens e serviços que compõem o orçamento das famílias residentes na RMB, com rendimentos entre um e oito salários mínimos, registrou taxa de 1,61%.

O índice está 0,55% pontos percentuais acima do que foi registrado no mês anterior (dezembro/2012), quando a mesma taxa foi de 1,06%. Para as famílias com rendimento entre um e quarenta salários mínimos o índice da infalação ficou em 1,40%. Nos últimos doze meses (fevereiro/12 a janeiro/13) a taxa calculada foi de 13,52%, ficando 5,23 pontos percentuais acima do resultado observado no período anterior (fevereiro/11 a janeiro/12), de 8,29%.

O grupo que apresentou a maior variação em janeiro deste an foi Educação, Leitura e Papelaria (5,59%), influenciado pelos reajustes ocorridos no subgrupo Educação (6,95%). A tendência de alta se deve ao período de renovação das matrículas escolares e dos gastos com material escolar. A segunda maior taxa foi observada no grupo Alimentação e Bebidas (3,00%), que é o de maior representatividade, com participação de 34% no orçamento familiar.

O aumento na taxa nesse grupo pode ser explicada, em parte, pelas condições climáticas que afetaram as produções agrícolas dos maiores centros geradores desses itens, o período de entressafra de alguns produtos e os altos custos dos fretes para Belém, que influenciou consideravelmente a alta dos preços no setor alimentício. Foram verificadas altas nos preços médios de produtos de grande relevância para o belenense, como farinha de mandioca (9,47%); Peixes e Crustáceos (6,10%) – con destaque para a tainha (12,66%), pescada (10,43%) e caranguejo (5,84%); e ainda um dos alimentos mais consumidos pelo belemense: o açaí ( 21,59%).

Vale ressaltar que o subgrupo Alimentação Fora do Domicílio também teve participação importante no comportamento geral da inflação. A variação mensal foi de 1,64%, com destaque para almoço e jantar fora de casa (13,16%), leite, café com leite (12,77%) e cafezinho (3,82%).

Além disso, a altas relacionadas ao grupo Alimentação e Bebidas tiveram forte influência no valor da Cesta Básica do mês de janeiro que foi de R$ 254,32, correspondendo a 37,51 % do salário mínimo vigente (R$ 678,00), apresentando variação de 6,39% em relação ao mês anterior, quando essa taxa ficou em 0,18%.

Os demais grupos que tiveram variação positiva foram Despesas e Serviços Pessoais (1,87%); Vestuário (1,84%); Móveis e Equipamentos Domésticos (1,66%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,95%). Outros grupos que registraram variações negativas foram Habitação (0,42%), Transporte (0,58%) e Comunicação (1,17%).

No grupo Despesas e Serviços Pessoais a taxa de 1,87% foi pressionada por vários itens, entre os quais emprego doméstico (9,00%), funeral (11,28%) e cigarros (11,62%). Em Vestuário, a taxa de 1,84% decorreu, em grande medida, da elevação dos preços de roupas Femininas (2,56%), Infantis (3,45%), Acessórios (3,90%) e Calçados (6,52%).

Em Móveis e Equipamentos Domésticos, a taxa de 1,66% foi resultante da elevação nos preços médios em itens como Equipamentos Eletrônicos (6,35%). No grupo Saúde e Cuidados Pessoais a taxa de 0,95%, reflete os aumentos em medicamento (2,95%) que influenciou significativamente a taxa final do grupo devido à expressiva participação desse item no orçamento familiar (3,30%).

No grupo Habitação, a taxa negativa de 0,42% foi atenuada pela redução no preço médio do gás de cozinha (-4,12%). Em Transportes, a taxa de -0,58% foi em função de alguns itens com maior participação e que registraram taxas negativas, como serviços de táxi (6,53%), redução esta em função do retorno ao uso da bandeirada normal. Por fim, no grupo Comunicação, a baixa de -1,17% foi influenciada pelos itens: TV por assinatura (-1,57%), aparelho telefônico convencional (-2,00%) e aparelho telefônico celular (-9,20%).

(Agência Pará)

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