Quase um mês após a tragédia do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), 26 pacientes ainda permanecem internados, dos quais quatro em estado grave. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira (22), no município gaúcho, as medidas da terceira fase de apoio às vítimas do incêndio, que aconteceu no dia 27 de janeiro.
Segundo Padilha, as prioridades da pasta são o atendimento a pacientes que foram internados e tiveram comprometimento pulmonar e/ou queimaduras; o acompanhamento das pessoas que estiveram na boate na hora do incêndio ou logo depois e inalaram fumaça tóxica; e também o apoio psicológico aos parentes das vítimas e aos profissionais envolvidos no atendimento.
As medidas fazem parte de um termo de compromisso que envolve o Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, as secretarias municipais de Saúde de Santa Maria e de Porto Alegre e a Universidade Federal de Santa Maria/Hospital Universitário de Santa Maria. O documento organiza o trabalho de acompanhamento clínico e psicossocial dos atingidos.
Segundo o Ministério da Saúde, em março será aberto um espaço no site da pasta para o cadastramento das pessoas que estiveram na boate no dia do incêndio, para que o sistema de saúde possa fazer o acompanhamento clínico das pessoas que estiveram expostas ao incêndio, que matou 239 pessoas.
O ministério anunciou também que vai apoiar a associação criada por parentes e amigos das vítimas e que vai manter em funcionamento por pelo menos mais seis meses o serviço de acolhimento 24 horas no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Santa Maria.
(Agência Brasil)
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