A presidenta Dilma Rousseff terá, a partir de hoje, 48 horas para promulgar os vetos ao projeto de partilha dos royalties do petróleo que foram rejeitados pelos parlamentares na última semana.
A informação foi repassada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), respondendo questionamento levantado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) ontem, 12, ao final da sessão de votação do Orçamento da União para 2013, em sessão especial do Congresso Nacional.
De acordo com o senador Renan Calheiros, após receber a mensagem de derrubada do veto, a presidente tem 48 horas para promulgar o texto. Caso não o faça, o presidente do Senado tomará esta medida, conforme determina a Constituição, dentro de um novo prazo de 48 horas. E, se este não o fizer, a tarefa caberá ao vice-presidente do Senado.
Os vetos à lei que redistribui os royalties do petróleo foram derrubados na madrugada do último dia 7, em sessão do Congresso Nacional. Com isso, o novo diploma legal a vigorar no país deverá ser o texto do senador Wellington Dias (PT-PI), aprovado pelo Senado (PLS 448/11) e pela Câmara dos Deputados (PLC 2.565/11).
“Esta foi uma luta de toda a sociedade, por mais justiça na distribuição dos royalties de uma riqueza que é nacional, pois está no mar territorial brasileiro. Espero que a presidenta Dilma atenda ao anseio da maioria dos brasileiros”, comemorou Flexa Ribeiro.
Com a queda do veto sobre a lei de distribuição dos royalties do petróleo vai haver mudança significativa no sistema de distribuição dos recursos oriundos do petróleo no Brasil.
Em 2011, foram distribuídos R$ 31.647.084,00 aos municípios paraenses em royalties do petróleo.
MUNICÍPIOS
Com a nova lei os municípios paraenses receberão R$192.781.112,00, um aumento de R$160 milhões em 2013.
A capital paraense será a maior beneficiada, recebendo algo em torno de R$31 milhões em 2013. Com a nova lei, estados como Espirito Santo e Rio de Janeiro passam a receber menos. Em virtude disso, houve uma grande movimentação política para desarticular a queda do veto no Congresso Nacional. Derrotados, esses estados entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a nova lei.
(Diário do Pará)
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