Desde as 3h da manhã, cerca de 50 policiais da Tropa de Choque do Rio de Janeiro, distribuídos em 20 carros e 12 motos, cercam a Aldeia Maracanã, o antigo Museu do Índio, no entorno do estádio Maracanã, para forçar a desocupação do prédio, atualmente ocupado por indígenas e ativistas contrários à demolição.
O governo do Rio tenta demolir o prédio em seu planejamento de obras para a Copa de 2014, mas os indígenas não aceitam a decisão e resistem no edifício, construído em meados do século XIX e que já abrigou o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e a Fundação Nacional do Índio (Funai).
A ordem de despejo foi emitida pela justiça no último dia 15 e deu prazo até ontem (21) para desocupação do prédio. No Facebook, ativistas e outros apoiadores da causa fazem apelos para que mais pessoas se juntem à resistência na ocupação. "Venham para a Aldeia agora. Vieram na madrugada para nos pegar desprevenidos", disse no Facebook o cineasta Luís Carlos Alencar, um dos que participa da ocupação.
"Já jogaram gás aqui por trás, perto de onde estão as crianças e a comunicação", divulgou o próprio movimento de ocupação na página "Aldeia Maracanã". Uma postagem do Centro Indígena do Rio de Janeiro diz que o Choque está "tomando as câmeras da imprensa alternativa" presente no local.
(Jones Santos/DOL, com informações do portal UOL)
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