A partir deste mês entra em vigor o reajuste anual do preço dos medicamentos. A alta no valor dos remédios pode chegar a até 6,31%. Para os consumidores, o reajuste já representa um problema, mas é possível seguir algumas regras de economia para conseguir descontos e tentar driblar a alta nos preços.
Pesquisar. Essa é a tática utilizada pela comerciante Néia Oliveira desde que precisou começar a utilizar diariamente remédios para controlar o colesterol e problemas de tireóide. “Pesquiso bastante antes de comprar. Às vezes é um desconto bem significativo entre uma farmácia e outra”, conta. A facilidade é que a pesquisa muitas vezes pode ser feita sem precisar sair de casa, pelo telefone ou internet.
Algumas redes de farmácias também oferecem programas de descontos que ajudam os clientes a economizar. Uma alternativa é comprar medicamentos na Farmácia Popular do Brasil, um programa do governo federal.
O programa disponibiliza 143 medicamentos da atenção básica, que atendem cerca de 80% das doenças que atingem a população. Em Belém, são oito unidades da farmácia (Benguí, Cabanagem, Guamá, Icoaraci, Jurunas, Mosqueiro, Pedreira e Terra Firme). “Dentro do programa, Belém é o terceiro município com o maior número de unidades do Brasil”, diz Paulo Guzzo Júnior, coordenador do Programa Farmácia Popular do município de Belém.
VALOR
Segundo o coordenador, os medicamentos possuem um valor bem diferenciado, com descontos de até 90%. “A Farmácia Popular tem a finalidade de aumentar o acesso da população ao medicamento e não a de vender muito”, afirma. Por mês, cerca de 11 mil vendas são realizadas em Belém.
Foi através da farmácia que Néia passou a economizar na compra de um de seus remédios. “Faz quatro meses que comecei a comprar na Farmácia Popular e a diferença é grande. Antes eu pagava R$20 e agora pago R$2 pelo mesmo medicamento”, conta. As unidades também oferecem medicamentos gratuitos para diabetes, hipertensão e asma. Nesses casos, apenas o paciente pode fazer a retirada do remédio, munido de receita médica e CPF. Mais informações podem ser obtidas pelo 0800-611997.
(Diário do Pará)
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