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MP acusa quatro de homicídio por incêndio na Kiss

O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou, nesta terça-feira (2), quatro pessoas por homicídio doloso qualificado na tragédia que matou 241 pessoas em uma boate de Santa Maria. Outras seis pessoas também foram denunciadas por terem alguma respon

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou, nesta terça-feira (2), quatro pessoas por homicídio doloso qualificado na tragédia que matou 241 pessoas em uma boate de Santa Maria. Outras seis pessoas também foram denunciadas por terem alguma responsabilidade no incêndio, em janeiro deste ano.

Os acusados de homicídio doloso qualificado foram os dois sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffman, além de dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão.

Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, os quatro vão a júri popular. Eles seguem detidos desde o último dia 28 de janeiro.

Segundo a promotoria, tanto os sócios do estabelecimento, quanto os músicos tinham conhecimento do risco que corriam.

Outras denúncias

Duas pessoas - o major Gerson da Rosa Pereira e o sargento Renan Severo Berleze, do Corpo de Bombeiros - foram denunciadas por fraude processual. Eles terial adulterado o arquivo que continha a documentação referente à boate.

Iton Cristiano Uroda, ex-sócio da Kiss, e Volmir Astor Panzer, contador de uma empresa da família de Kiko Spohr, foram denunciados por falso testemunho. Panzer não está no inquérito policial, mas o MP afirma que ele omitiu ser o sócio investidor da boate.

Segundo a promotoria, este é apenas o início do processo criminal na Justiça.

Foram pedidas, ainda, novas investigações sobre Ângela Aurelia Callegaro (irmã de Kiko, proprietária da boate no papel), Marlene Teresinha Callegaro (mãe de Kiko, proprietária da boate no papel), Miguel Caetano Passini (secretário de Mobilidade Urbana) e Beloyannes Orengo de Pietro Júnior (chefe da fiscalização da Secretaria de Mobilidade Urbana).

Por fim, o Ministério Público ainda pediu que houvesse uma mudança de qualificação - de doloso para culposo - nos casos do bombeiro Gilson Martins Dias e Vagner Guimarães Coelho, que vistoriaram a boate.

(DOL, com informações da Band)

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