O Banco Central (BC) vê sinais de retomada do crescimento e seus diretores concordam, de forma unânime, que é necessário subir os juros para neutralizar os riscos para a inflação, especialmente de 2014. A autarquia, no entanto, reafirmou que a política monetária deve ser administrada com cautela, o que foi interpretado pela maioria dos analistas como sinal de que a taxa básica continuará a subir em um ritmo de 0,25 ponto porcentual.
A avaliação do BC faz parte da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada ontem. No documento, a instituição explica o motivo da decisão de elevar os juros, na semana passada, de 7,25% para 7,50% ao ano, por seis votos a dois. Algumas horas depois, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, disse que cresce nele “a convicção de que o Copom poderá ser instado a refletir sobre a possibilidade de intensificar o uso do instrumento de política monetária”. O mercado entendeu a frase como aumento maior de juros.
Na ata, o BC afirma que a política monetária deve se manter “especialmente vigilante” em momentos como o atual. Com isso, é possível diminuir os riscos de que níveis elevados de inflação, como os vistos nos últimos 12 meses, persistam. A inflação no período atingiu 6,59% até março, acima do teto da meta definida pelo governo: 6,5%.
Crescimento
Sobre a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a avaliação é que o ritmo da atividade se intensificou no primeiro trimestre, apesar das limitações de oferta de produtos e serviços. O BC diz ainda que o andamento da economia está mais próximo do potencial de crescimento do Brasil. O crescimento potencial ocorre quando o País cresce sem gerar inflação.
(Diário do Pará)
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