O número de greves realizadas no Brasil em 2012 teve um aumento de 58% em relação ao ano de 2011, segundo uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (23), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A maioria dos movimentos foi feita por trabalhadores privados.
Ano passado, foram realizadas 873 greves em todo o país, sendo 461 de funcionários da esfera privada contra 409 da esfera pública. Em termos proporcionais, o setor privado representou 53% do total e o público, 47%.
No setor privado, a maioria das greves – 330 – foi no setor da indústria. Entre os funcionários públicos, em empresas estatais, metade das greves ocorreu no setor de serviços (14). Já no funcionalismo público, os servidores municipais deflagraram a maioria das greves (227).
Quanto à duração, 265 greves (30%) foram encerradas no mesmo dia e 255 (29%) não ultrapassaram cinco dias. Foram registradas 101 greves com duração superior a 30 dias, sendo que 87 delas ocorreram no funcionalismo público.
Entre as reivindicações, a exigência de reajuste salarial foi predominante (41%). Os pedidos de introdução, manutenção ou melhoria de auxílio-alimentação aparecem em segundo lugar (27%). Depois, vem o cumprimento, implantação ou reformulação de Plano de Cargos e Salários (23%). As queixas contra o atraso no pagamento dos salários representaram 18% das reivindicações.
O cálculo de êxito no atendimento das reivindicações, que abrangeu 533 greves (61% do total), mostrou que aproximadamente 75% dos movimentos conseguiram um resultado favorável.
(DOL, com informações de Agência Brasil)
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