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Dilma reúne com lideranças do PMDB

Lideranças do PT e do PMDB na Câmara dos Deputados, Casa apontada como maior foco de tensão entre o Legislativo e o Palácio do Planalto nas últimas semanas, avaliaram como positiva a reunião entre a presidente Dilma Rousseff; o vice-presidente Michel Teme

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Lideranças do PT e do PMDB na Câmara dos Deputados, Casa apontada como maior foco de tensão entre o Legislativo e o Palácio do Planalto nas últimas semanas, avaliaram como positiva a reunião entre a presidente Dilma Rousseff; o vice-presidente Michel Temer; e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Os deputados acreditam que Dilma deu o “pontapé inicial” no processo de recomposição da base governista, principalmente na Câmara. “É uma sinalização positiva para a base aqui no Congresso”, opinou o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE).

O petista definiu o encontro de Dilma com os peemedebistas como “um bom recomeço”. “A presidente entende que a relação com o PMDB precisa ser aprimorada. Há de se dialogar, sobretudo com a bancada dos deputados. A relação não pode ser só com os dois presidentes (Renan e Alves)”, ponderou.

Embora não tenha participado do encontro, o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), que já foi apontado pelo governo como “foco da discórdia” na base, negou que o teor da conversa tenha envolvido a relação com o seu partido e sim a manutenção da “relação institucional” entre os poderes.

Para Cunha, o diálogo “ajuda a distensionar as relações e melhorar a produtividade nas Casas”. “Acho que foi uma evolução do debate que aconteceu nas últimas semanas sobre alguns equívocos e formas de evitá-los. Acho que foi promissor”, emendou.

Quanto à promessa do governo de reduzir o volume de edição de Medidas Provisórias (MPs), o líder do PMDB mostrou-se cético. “Mandar dez ou mandar oito não muda muita coisa”, disse. O líder fez coro aos colegas da Casa e reclamou do rito das MPs no Congresso, que pode sofrer mudanças se for aprovado o projeto de lei do senador José Sarney (PMDB), desengavetado recentemente por Henrique Eduardo Alves. “Tem de votar alguma coisa para resolver isso (demora na apreciação das MPs), a PEC do Sarney ou qualquer coisa que possa tratar do assunto”, defendeu.

RENAN CALHEIROS

O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que não houve conversa sobre as relações tensas entre PMDB e governo e que as discussões no encontro de mais de duas horas com a presidente Dilma Rousseff foram apenas institucionais. “Está tudo em paz, porque nós não estávamos lá como representantes do PMDB”, declarou Renan, deixando nas entrelinhas que a situação partidária realmente é complexa.

“Esta foi uma conversa institucional. O que estava em discussão era a necessidade de harmonizarmos cada vez mais as relações entre os poderes da República”, avisou ele, lembrando que estavam lá como presidentes da Câmara, do Senado e do Congresso, presidente da República, e o vice-presidente. “Foi uma conversa muito boa”.

Questionado se conversaram com a presidente sobre os problemas de relação entre PMDB e PT e PMDB e o governo em geral, o senador disse que “não nos competia discutir sobre coordenação política ou MPs porque são competências do Poder Executivo”.

(Agência Estado)

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