Intervenções artísticas e palestras abriram a Marcha da Maconha que reuniu na tarde deste sábado (8) manifestantes favoráveis à legalização da droga no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Com um cigarro de maconha gigante, o grupo fechou três faixas da Avenida Paulista e apenas uma ficou livre para o tráfego de ônibus.
Aos gritos de “Ei polícia, maconha é uma delícia”, o protesto seguiu em direção à Praça da República, onde acontece uma programação musical durante esta noite. A organização da marcha calcula que até cinco mil pessoas devem ter participado nos momentos de maior concentração.
As discussões levantadas pelo protesto foram representadas por diversos blocos de organização autônoma, como o antimanicomial, o religioso, o medicinal, o psicodélico e o contra a internação compulsória. O modelo segue a ideia de que a política de drogas no Brasil passa por diversos temas. “A gente acredita que o Estado faz uma ingerência indevida sobre o corpo dos cidadãos”, opina uma das representantes do bloco feminista, Gabriela Moncau.
O panfleto distribuído pela organização do ato coloca entre os problemas causados pela ilegalidade da droga o encarceramento em massa, a violência do Estado e a corrupção.
(DOL, com informações de Agência Estado)
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