No Brasil, existem 4.250 pessoas refugiadas de mais de 70 países. É o que afirma o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, a menos de duas semanas do Dia Mundial do Refugiado. Os maiores grupos são oriundos da Colômbia, de Angola e da Libéria.
Na manhã deste sábado (8), o ministro participou de um almoço, em Brasília (DF), em um restaurante fundado por refugiados cubanos. “Procuramos receber todos com solidariedade e seguindo as orientações internacionais”, destaca Abrão.
Donos do restaurante, os irmãos cubanos Laura e Guillermo Pérez Júnior não se cansam de elogiar o Brasil e o que conseguiram conquistar, depois que chegaram ao país. “Amo muito Cuba, lá estão todas as minhas raízes, mas aqui no Brasil consegui ter oportunidades e ganhar meu dinheiro”, disse Júnior, que é formado em curso técnico superior de engenharia mecânica e está no Brasil há dois anos.
Aos 21 anos, Laura Pérez está no Brasil há quatro anos. No final de 2013 ela concluirá o curso de administração. “Valeu muito a pena ter vindo para cá. Quero morar minha vida inteira no Brasil e só sair daqui para viajar pelo mundo”, revelou.
O Restaurante da família cubana, que serve de local de encontro para refugiados, foi fundado pelo casal Guillermo Vitón e Loida Labrada, que chegou a Brasília em 2009 e teve a condição de refúgio reconhecida pelo governo brasileiro. Ambos são formados em gastronomia e deixaram seu país em decorrência de suas atividades políticas.
O Dia Mundial do Refugiado é comemorado em 20 de junho, de acordo com a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, aprovada no ano 2000. Criada em 1950, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) é considerada uma das maiores entidades humanitárias do mundo, com representações em mais de 120 países.
(DOL, com informações de Agência Brasil)
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