Nesta terça-feira (11), já foram registrados pelo menos 20 prisões de manifestantes e três casos de policiais militares feridos por pedras no protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, trem e metrô na cidade de São Paulo. O protesto já dura mais de 5 horas e a Polícia Militar enfrenta dificuldades em dispersá-lo.
Cerca de 50 pessoas bloqueavam a avenida Paulista e foram retiradas há força pela PM. O Movimento Passe Livre promete nova manifestação nesta quinta-feira (13).
Um grupo usou lixeiras e pedras para destruir as vidraças de uma agência bancária na Rua Tabatiguera, próxima a Praça da Sé. Na Rua Silveira Martins, o diretório do PT também foi apedrejado.
A Tropa de Choque da Polícia Militar (PM) usou bomba de efeito moral para dispersar os manifestantes, após o confronto no terminal de ônibus do Parque Dom Pedro. Com isso, grande parte dos participantes do ato subiu para a Avenida Paulista.
A manifestação teve início, no fim da tarde, com uma concentração no fim da Avenida Paulista. Depois saiu em passeata pela Rua da Consolação. Em seguida, os participantes bloquearam completamente a Avenida Radial Leste, pegaram a Avenida Liberdade, passando pela Praça da Sé. Na Avenida Rangel Pestana, um pequeno grupo apedrejou e queimou um ônibus elétrico que estava estacionado. No Parque Dom Pedro, eles foram impedidos pela polícia de entrar no terminal de ônibus.
Além da ação desta terça, o Movimento Passe Livre (MPL) organizou duas manifestações na semana passada, onde também ocorreram confrontos com a polícia. O movimento informou, por meio de nota, que pediu uma audiência com o prefeito Fernando Haddad para negociar a reversão do reajuste de R$ 3 para R$ 3,20 na tarifa dos ônibus, que entrou em vigor na semana passada.
As passagens de trem e metrô também sofreram o mesmo reajuste, mas são de competência do governo estadual.
(DOL, com informações da Agência Brasil)
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