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Milhares protestam contra aumento das tarifas

A juventude brasileira segue na noite desta quinta-feira (13) com protestos contra o aumento das passagens de ônibus nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). As mobilizações de hoje fazem parte do dia nacional de luta por tr

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A juventude brasileira segue na noite desta quinta-feira (13) com protestos contra o aumento das passagens de ônibus nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). As mobilizações de hoje fazem parte do dia nacional de luta por transporte público de qualidade, contra a redução das passagens e também pelo passe-livre irrestrito para estudantes e desempregados.

Em Porto Alegre (RS), onde uma sequência de protestos reverteu o aumento da tarifa proposto pela Prefeitura, a mobilização desta noite visa pressionar o governo municipal a não seguir com a proposta de um novo reajuste.

De acordo com a coordenadora geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e militante do Coletivo Vamos à Luta, Luany Barros, a mobilização já surtiu o efeito desejado pelo Bloco de Luta Contra o Aumento das Passagens (fórum que articula as mobilizações em Porto Alegre).

“O governo e o Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul já estavam falando em aumentar as passagens, mas foi só marcarmos este novo ato público que o Tribunal de Contas emitiu nota mantendo o preço em R$ 2,85. Isso mostra o patamar avançado da mobilização da juventude aqui. Mostra que os governantes não têm força para impor o que querem e que a força das ruas é muito forte. Estamos muito felizes também com as informações que vem de São Paulo, do Rio de Janeiro e das outras cidades que estão mobilizadas. A luta contra o aumento das passagens já se nacionalizou e deve seguir mais forte”, avaliou a estudante e dirigente estudantil.

Segundo informações dos manifestantes, pelo menos três mil pessoas estão concentrados em frente a Prefeitura da capital porto-alegrense, mas o protesto tende a crescer. A Brigada Militar do Rio Grande do Sul (PM Gaúcha) não divulgou o número oficial de manifestantes no local.

RIO DE JANEIRO

Na capital carioca, onde cerca de 500 pessoas protestaram na segunda-feira (10) e mais de 20 foram presas, o movimento cresceu. De acordo com a Polícia Militar, dois mil manifestantes estão ocupando a avenida Rio Branco. Para os manifestantes, este número chega a 10 mil.

A estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e membro do Coletivo Vamos à Luta, Mariana Nolte, está presente na mobilização e falou ao DOL sobre as pautas dos manifestantes.

“Queremos que a passagem reduza de R$ 2,95 para R$ 2,75, a melhoria na qualidade dos transportes, porque eles são precários aqui no Rio, trazendo danos aos usuários e aos trabalhadores rodoviários. Além disso queremos o fim da dupla função (motorista que também é cobrador) porque ela causa acidentes, como já está provado, e o passe-livre irrestrito. O prefeito Eduardo Paes e o governandor Sergio Cabral são os reponsáveis pelo aumento e pelos possíveis transtornos causados à sociedade carioca e por isso têm que ouvir as vozes das ruas e atender as nossas pautas”, cobrou a jovem.

MOBILIZAÇÃO NA CAPITAL PAULISTA

Em São Paulo, a integração dos jovens organizados pelo Movimento Passe Livre reúne cerca de 5 mil pessoas segundo estimativas da Polícia Militar. Até o momento a organização da passeata não se posicionou quanto à quantidade de participantes na mobilização.

Segundo informou a TV Bandeirantes, por volta das 19h15 houve confronto entre os policiais e manifestantes. A repressão iniciou quando os agentes do Estado fechavam a rua da Consolação com a rua Maria Antônia, no centro de São Paulo, e um grupo de 400 pessoas tentou furar o bloqueio.

Os policias atiraram spray de pimenta, jogaram bombas de gás lacrimogêneo e atiraram balas de borrachas nos manifestantes, mas mesmo assim eles conseguiram furar bloqueio policial da rua que leva até a avenida Paulista, principal via do centro de São Paulo e local de concentração das manifestações. Às 20h, a TV Bandeirantes divulgou que aproximadamente 60 pessoas tinham sido presas pela PM.

Com a repercussão das mobilizações, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) propôs ao movimento Passe Livre, principal organizador dos protestos, que a passagem voltasse a R$ 3,00 (o aumento levou a tarifa a R$ 3,20) durante 45 dias, e que os atos fossem suspensos durante este período. O movimento de jovens aceitou discutir a proposta, mas o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o governador paulista, Gerando Alckmin, já declararam que não negociam este aumento nas tarifas.

Nestas três capitais, as mobilizações são organizadas por vários coletivos de estudantes, entidades estudantis univeristárias e secundaristas, além de partidos de esquerda como o PSOL, PSTU e PCB. Os organizadores prometem novas manifestações na próxima semana com a participação de outras cidades.

(Felipe Melo/DOL)

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